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Nome: Daniel Lordelo
Idade: 17
Cidade: Cruz das Almas
Signo: Áries
Cor: Preta
Coisas que adoro: s
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4:26 AM

28 de julho, 2005

O som das vozes me doem os ouvidos. Não me sinto mais parte disso, de toda essa falsidade, de todo esse sorriso; sinto-me só, como nunca me senti antes...
Tenho pena de mim, pena do meu corpo e novamente não vejo mais sentido para as coisas. Tudo perdeu seu valor.
Poucas lágrimas enfim saíram de meus olhos, tristes e vazios. Estava a pensar no que me falta, na pessoa que não mais veio visitar-me, na voz que me acalma e que há tempos se calou.
Os dias passam lentamente, mas nada muda, por isso escrevo pouco. Não sei se um dia lerão estas linhas ou se elas perderão o sentido, mas é minha vida que escrevo, ao menos o que o meu peito deixa expressar antes do pranto.
Serei eu um poeta Romântico?
Serei mesmo filho de alguém nascido?
A não-realização, a fuga não mais eficaz, todas as (dez)ilusões, e a dor da mísera lucidez em contraste com a idealização de meus sonhos desconexos, a noite revelando os estilhaços, mas a escuridão impedindo-me de juntá-los. Sobram alguns em lugares inacessíveis.
...Sim, a carência e a loucura andam juntas.

Cantarei louvores aos mortos,
Ao caos da sociedade,
À fé dilacerada,
À loucura como fuga,
Ao amor como castigo,
Aos perversos instintos,
À extinção,
Aos esgotos da alma,
À dissimulação.

À esperança,
Ao veneno pros deuses,
Às fezes,
Preces,
Prisões.

Arre de velhos sermões!
Falsos revolucionários;
Sois vítimas dos próprios canhões!

Deixem-me com meus demônios,
Outros decaídos, perdidos,
Como estou de mim
(agora e para sempre)
Longe, muito longe
Filho
desgarrado.


Rabiscado por Daniel Lordelo

4:24 AM


Começo hoje minha internação... Não é de modo algum em hospícios, clínicas nem escolas. Interno-me dentro de mim; meus defeitos, lirismos, impaciências, idéias... Não estou alegre nem triste, estou "mundo". Estou "espelho". Um pouco do pouco que sou revelarei. São momentos, vida. É CÁRCERE.


Rabiscado por Daniel Lordelo

12:09 AM

teste

Rabiscado por Daniel Lordelo

11:49 PM

Análises

Certas vezes penso em desistir.
Corro para o fundo de mim, para o canto mais distante e inexplorado de minh`alma, para só assim buscar repostas para as dúvidas da existência, as falhas de minha essência. Carrego ainda cicatrizes dos tropeços, e ainda dói quando penso no Amor. As feridas são eternas, a cura, momentânea ; mas a força para reerguer-se, esta jamais se perde.
Interiormente percebo que mudei pouco. Ainda persistem as mesmas cenas em que me torno servo dos phatos, averso às razões. Nos meus poucos momentos de lucidez compreendo que viver não é tão fácil quanto pregam os capitalistas e cristãos. O dinheiro não resolve as armadilhas da solidão, assim como a religião não esclarece por que se sofre de amor nem por que estamos na Terra mas devemos viver pra Aquele que está nos céus, caso contrário seremos castigados...
Por mais que o que sinto tente convencer-me do contrário, acredito que o caminho da felicidade se constrói e se trilha dentro de cada um de nós, mas como este processo é mais complexo, optamos por criarmo-nos na idéia de que outra pessoa será responsável por alicerçar o nosso êxtase emocional, a nossa felicidade.
A religião prega-nos o caminho à felicidade eterna de forma simples: basta perder-mos nossa capacidade de questionar, de pensar e viver. Fácil? Para alguns...
É uma arma alienatória e inteligente, visto que buscar tal realização pelos meios “terrenos” é difícil e muitas vezes a felicidade é momentânea, oca, falsa.
Muitos preferem o romance como solução, mas poucos têm a força necessária para lidar com as possíveis perdas e decepções, o que é inevitavelmente pior.
O vazio aumenta...
A evolução humana prova-nos que ao tempo em que enriquecemos emocionalmente, a capacidade para conviver com tais emoções e suas demandas permanece intacta. Evoluimos fisicamente, psicologicamente somente de forma racional, mas não aprendemos, digo todos, à reconhecer nossas fraquezas emocionais, e queremos mais e mais; não nos contentamos com poucos tropeços, queremos adiquirir imunidade à eles tropeçando.
Ainda falta muito...
Mitos ainda surgirão para tentar explicar os mistérios do mundo, dos mundos. Falsas doutrinas cairão e o racionalismo prevalecerá corroendo o que ainda falta de incompreendido em nosso âmago, mas serão somente mitos e doutrinas falsas. A verdade, o íntimo, estes pertencem a cada ser, a cada veia pulsante, a cada mente, mas nem ela se compreende...
O cume calmo de cada homem, ao ser explorado, ruirá em meio as tempestades das dúvidas, e suas respectivas respostas. Ninguém entende, nem eu tenho muita idéia do que sinto, do que escrevo talvez, resta contemplar os mistérios da vida, e não entendê-los é o que a torna mais interessante, é o que nos faz ver o quanto somos ínfimos perante o mundo. Desvendaremos a física, jamais a filosofia; desvendaremos o corpo, jamais a alma; exploraremos o Amor, jamais o entenderemos...


Rabiscado por Daniel Lordelo



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